Se você leva uma vida estressante e não aguenta mais trabalhar tanto, existe uma solução.
Mágica? Se demitir e ir para uma ilha deserta?
Nada disso… apenas tire alguns minutos do seu dia para não fazer nada.
Marcelo Bohrer, mais conhecido como Marboh criou há algum tempo o Clube do Nadismo. Uma maneira simples de levar a vida mais leve e tranquila.
E não é que está dando certo? Mais de 5 mil adeptos são sócios do Clube e juram que encontraram a cura para seus problemas.
Na próxima quinta-feira, dia 30 de outubro às 19h na Livraria Saraiva do Praia de Belas em Porto Alegre, Marcelo lança seu primeiro livro chamado Nadismo, Uma revolução sem fazer nada.
E, dia 03 de novembro, estará na Feira do Livro palestrando às 16h e em sessão de autógrafos às 18h30min.
Em entrevista exclusiva para o Museando, Bohrer fala de sua experiência em não fazer nada.
Confira!
Quem é Marcelo Bohrer?
É um homem deslocado no tempo. Sua existência está regulada com aproximadamente 20 anos para o futuro de onde costumam surgir suas idéias.
É alguém que tem a sensibilidade regulada para apreciar até aquelas pequenas florzinhas que nascem nas frestas do piso da calçada.
Como começou o clube de Nadismo?
Começou quando me dei conta que o ato de fazer nada estava banido da cultura contemporânea como se fosse um pecado mortal.
O Clube surgiu como um oasis onde as pessoas podem encontrar a paz e o prazer de belos momentos sem fazer nada e sem culpa.
Nadismo é Meditação?
O nadismo não é uma técnica de meditação.
É simplesmente não fazer nada sentindo-se bem. Sem objetivos e sem preocupação com os pensamentos.
Atingir o estado meditativo pode ser uma consequência, especialmente para aqueles que já estão no caminho do auto conhecimento.
Vi que tem 5 mil associados ao clube. Como e por que tu acredita que essas pessoas te encontraram?
Todos temos a idéia idílica de quão bom é o tempo para fazer nada numa boa.
Ao mesmo tempo a grande maioria das pessoas vive num ritmo cada vez mais acelerado e com ocupações que superam o limite das 24h. Resultado, fazer nada passa a ser o supra sumo do luxo moderno.
As pessoas que se tornaram sócias do Clube são aquelas que se deram conta de esse luxo é acessível e é de graça.
Se chama nadismo.
Fale sobre o livro. Porque tu resolveu escrever? O livro mostra como praticar o Nada? Como posso comprar?
O livro é um agente de transformação. A idéia foi criar um apelo tal que a pessoa termine de ler sentindo que fazer nada é algo muito valioso, algo importantíssimo para a saúde e bem estar. E a partir desta constatação comece a praticar e mudar a sua vida para melhor literalmente sem fazer nada. Essa é a revolução!
É possível compra-lo pelo site: www.nadismo.com.br
Como posso praticar?
Comece se associando ao Clube de Nadismo.
Tem um significado simbólico que é o primeiro passo para se permitir parar e fazer nada sem se cobrar.
Então participe de alguns dos encontros oficiais que acontecem uma vez por mês sempre em praças bonitas e tranquilas.
Depois de tomar gosto e pegar o jeito acontece por si só.
Este blog, (o Museando) é dedicado a mulheres e homens MUSOS, como tu.
A maioria leva uma vida corrida e muito estressante. O que tu acha que devemos fazer para melhorar nossas vidas?
Aprender a ouvir o coração, a voz interior, a intuição. Ela sempre opta pelo nosso bem mas na correria para cumprir tantos compromissos não conseguimos parar para escuta-la. Quando se pratica nadismo se dá a chance de escutar estes conselhos internos e isso pode efetivamente melhorar nossa vida.
Muitos podem achar que isso tudo é quase uma maneira hippie de se viver, outros podem ter vergonha de se entregar ao nada em uma sociedade voltada a fazer cada vez mais e ao mesmo tempo. E ainda deve ter muito preconceito no que divulgas. Isso acontece? Como as pessoas estão reagindo ao clube?
Sim, há muito preconceito, desconfiança e até gozação. Faz parte… Pessoas que ao longo da história propuzeram profundas mudanças acabavam muitas vezes na fogueira, na forca, etc. Destas felizmente eu estou livre!
É fato, fazer nada ainda é um tabu e vai levar um tempo até que essa mentalidade mude.
O livro é uma alavanca neste sentido.
Me associei ao clube e a última pergunta é: diga o que tem a dizer. Diga você o que tem a dizer ao outros.
Meus parabéns a todos que já se associaram e se conscientizaram do valor dos seus momentos livres de compromissos, de pressão, de correria, simplesmente para fazer nada numa boa!
Desejo que o movimento continue crescendo e possibilitando que mais gente encontre o equilíbrio necessário para viver bem, saudável e feliz!
Quer saber mais? Veja a entrevista do MUSO no Jô: